domingo, 15 de janeiro de 2012

Apendicite.

domingo, 15 de janeiro de 2012























Nessa semana que passou, eu senti o pior de todos os sentimentos que um filho pode sentir. Eu acordei, tomei café da manhã com papai e fui trabalhar. Depois de uma manhã super cheia de trabalhos, resolvi usar o cinco minutos restantes do meu horário de almoço para entra no facebook. Quando entrei, li a mensagem que minha irmã tinha deixado me avisando que papai estava na sala de cirurgia de um hospital.

 Meu coração foi na boca. Na hora eu não consegui ter nenhuma reação. Minhas mãos ficaram geladas e não consegui fazer nada a não ser ficar olhando para a tela do computador. Me mantive forte e continuei a trabalhar. Afinal, não ia adiantar de nada eu ir para o hospital. Lá eu só ia chorar e deixar a minha mãe ainda mais nervosa. É nessas horas que você percebe que realmente precisa de um celular.

Só de noite que a ficha caiu. Me tranquei no meu quarto e desabei em prantos. Nunca me senti tão pequeno em toda a minha vida. Mil coisas passavam pela minha cabeça. Eu não estava preparado para perder uma parte tão importante de mim. Tudo que eu não pensei em toda uma vida, comecei a pensar em uma noite. Meu coração estava tão amargurado que as vezes me faltava o ar de tanto que eu chorava.

Depois que me "recuperei" consegui ligar no quarto do hospital e falar com mamãe, que estava com a voz chorosa. Meu pai estava lá firme e forte assistindo o bbb. hahahaha. Ai! Meu pai, sou eu daqui a 30 anos! Mamãe sabendo de como sou todo sentimental, não me deixou ir no hospital. Porque pensando bem, eu só ia chorar lá e deixar meu pai preocupado.

Nessa noite que ele passou fora eu percebi a quantidade de responsabilidades que eu tenho sobre os meus ombros quando finalmente me tornar o ~homem da casa~. Não estou nem um pouco preparado para isso tudo. Só em pensar que nessa semana eu poderia ter perdido o meu pai me doí ainda mais o coração.

Na sexta-feira cheguei mais cedo do trabalho para esperar ele voltar do hospital. Chego em casa e dou de cara com ele em pé na porta me esperando para dar um abraço. Papai, que estava cheio de pontos na barriga ali, em pé, me esperando. É claro que não chorei na frente dele, porque sou macho. Macho é assim, no máximo um abraça com tapinhas nas costas. Depois ele foi dormir. Me tranquei no quarto e chorei muito. Era meu pai, ali na parede do lado.

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