sábado, 6 de julho de 2013

Sobre a minha igreja.

sábado, 6 de julho de 2013

Recentemente a minha religião, se envolveu em vários escandalos e contradições. Minha igreja (templo) ainda é um lugar que eu admiro e sinto prazer de frequentar. Foram escandalos envolvendo dinheiro dos fiéis, entre outros. Mas quando toca no bolso as coisas ganham proporções maiores. Minha igreja que era tão admirada por todos, de repente virou capa de jornal. Sofri perseguições nos locais onde trabalhei e por pessoas próximas a mim, como se eu como fiel a Deus, não a religião, fosse responsável por responder pelos erros da minha igreja (que é evangélica). Minha religião que tinha milhões de membros, secou. Alguns dos membros formaram outras religiões do mesmo segmento. A “festa” começou nas redes sociais. Blogs foram criados e tudo começou a ser discutido na minha timeline do facebook.
Fiquei muito decepcionado com a minha igreja e com seus “lideres”. Me senti perdido, como se tudo aquilo que eu cresci ouvindo fosse mentira. Senti que estava sozinho no mundo e que nunca mais acharia mais nenhuma religião. Porque (eu) acredito que é necessário frequentar uma religião para ter um contato melhor com Deus. Vou citar dois exemplos disso. O primeiro é um versículo muito importante que temos na bíblia que diz ”Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou Eu no meio deles.” Mateus 18:20. O segundo exemplo é a forma que Jesus veio ao mundo. Ele como Deus todo poderoso, poderia apenas ter surgido como um homem, do nada. Porque foi do nada que ele fez tudo e nos criou. Mas foi necessário passar por dentro do corpo de uma mulher para representar a importância do “corpo”. Estar no “corpo” na minha igreja significa que cada pessoa está junto com outras, com diferentes funções, e tudo funciona em harmonia comandado pela cabeça, que é o Senhor Jesus.
Hoje em dia as pessoas não entendem o sentido de religião, que significa religar o homem a Deus. Estou falando de coisas que acontecem bem perto de mim (e na minha timeline). Pessoas brigam nas redes sociais tentando convencer umas as outras de que religião A é mais importante que a B. E nisso ao invés de se unirem, para adorar a Deus, se afastam ainda mais dEle. Não precisa complicar. Para ser salvo só é preciso uma coisa, que é se entregar a Jesus como o seu Salvador e acreditar que Ele morreu na cruz para te dar salvação. Seus pecados são lavados pelo sangue do cordeiro (Jesus). Quando você clama pelo nome de Jesus, nenhum sacrifício precisa ser feito. O cordeiro perfeito (que se fez homem)  já foi morto por nós. Uma coisa tão simples que gera tanta confusão. Jesus nos ama e confiou a nós para realizarmos a obra dEle, que era um serviço que os anjos queriam fazer. Logo nós, tão fracos e pequenos. O que é a nossa vida? Estamos sujeitos a virar a esquina e um carro nos atropelar (morrermos). Somos homens frágeis. Ainda assim o Senhor nos permitiu “tocar o barco” e realizar a obra.
Pensando nisso, parei de enxergar a minha igreja (digo igreja agora em forma de templo) como A Perfeita. Isso fez que eu me achegasse mais perto do Senhor e pudesse ter experiências profundas com as suas palavras e seus hinos. Quando entro na minha igreja agora, não entro em uma casa com um nome na parede. Enxergo agora irmãos na fé, que estão ali com o mesmo objetivo que eu. Esqueço tudo que envolve o nome da minha religião, olho para o alto e vejo o socorro. É uma sensação nova e maravilhosa.
Minha religião continua se contradizendo e eu reconheço isso. Vou citar dois exemplos bem simples.
Logo quando o Orkut surgiu, eram realizados grandes encontros de jovens em enormes galpões onde os pastores pregavam que não poderíamos fazer parte daquilo. Falavam mal das comunidades e do mal testemunho dos jovens. Hoje em dia toda a minha igreja está nas redes sociais, inclusive aqueles mesmos pastores que apontaram o dedo e falavam que aquilo não era algo bom. A fã page da minha igreja tem várias curtidas, inclusive. A segunda contradição, entre outras, vai acontecer nesse próximo mês. Será feito um “super” culto em uma praça aberta para milhões de pessoas. Isto está sendo anunciados aos poucos na minha religião, mas vai virar capa de jornal e todos vocês vão poder ler. A mesma religião que fala mal dos famosos cultos intitulados como Show Da fé, (não o programa de tv… esse já é outro assunto) vai realizar um culto em um lugar que é consagrado a uma religião totalmente oposta a minha. Inclusive o local tem o nome de um líder religioso. Deus vai operar? Sim! “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos…”. Mas se pensarmos pelo lado que o próprio Senhor Jesus subia em um barquinho de pescador e pregava sobre as margens dos rios, para quem aceitasse a sua palavra ouvisse sentado na “praia”. Sem gastar nenhum dinheiro. Apenas com 5 pães e 2 peixinhos. Sem telões, bandas e imprensa.
Mas agora vou explicar onde quero chegar. Nada disso tem abalado a minha fé e não vou parar de frequentar a minha igreja. Desde criança passo por experiências maravilhosas que eu começo a chorar só em lembrá-las. Com esse meu novo pensamento, de não me firmar a um nome mas me firmar em Deus, estou sentido de uma maneira muito maior o amor de Deus pela minha vida. Quando toco piano na igreja, o Espirito Santo me diz quais os louvores que tenho que tocar durante a mensagem. Sinto a presença de Anjos ao meu lado. É uma coisa difícil de explicar, você tem que passar por isso para entender. São muitas experiências em que Deus falou com palavras, usando a boca de outras pessoas em línguas estranhas (com tradução) sobre o que eu estava sentindo e situações que eu estava vivendo. São promessas que o Senhor fez a mim quando eu era criança que estão se cumprindo. Eu te pergunto… Como vou abandonar tudo? O que vem acontecendo não alterou a minha amizade com Deus.
Gabriel, mesmo com todo esse desvio de dinheiro e contradições, você quer que seus amigos conheçam a sua igreja? Sim. Porque quero que todos sintam as coisas boas que eu sinto. Quero que todos conheçam o Deus que me faz tão feliz. Não importa se essas pessoas se acheguem através da dor, da alegria ou de um “super” culto realizado em uma praça popular. Quero que a musica (hinos) entrem pelos ouvidos e saiam em forma de lágrimas das almas. A maior alegria que eu tenho nessa minha vida tão conturbada, é poder dividir com meus amigos experiências que eu tive e estou tendo com o Senhor. Meu momento favorito do culto é aquele que chego antes dele começar, abro meu caderno de louvores favoritos que a Katia imprimiu para mim e começo a cantar com meus amigos instrumentistas, sem ter aquela “obrigação” de sair tudo afinado e perfeito. O único intuito é a adoração. Me sinto jovem, feliz e entre amigos. Se eu pudesse pegar o meu coração (sentimentos) para mostrar para todos vocês, vocês veriam como por dentro sou feliz na igreja e como me dói profundamente ver as pessoas se atacando e se ferindo em nome de Jesus. (principalmente nas redes sociais)
Gabriel, e o dinheiro roubado? Os pastores que roubaram, vão responder (já estão respondendo) a Deus. Não vou citar os nomes porque eles são ungidos do Senhor. O dizimo não é uma coisa obrigatória, para quem quiser frequentar a minha igreja. Eu, nunca vi ninguém obrigando a ninguém a dar dinheiro para a instituição. Isso é uma experiência individual de cada um. A partir do momento que você coloca o seu dinheiro naquele envelope laranja e entrega na mão do tesoureiro da igreja, aquele dinheiro compete ao Senhor. Se ele vai ser usado ou desperdiçado, as suas mãos estão lavadas e isso não pode abalar a sua fé. Se você está indo na igreja por uma intenção financeira, você está indo pelos motivos errados. Em Mateus 10 7-15 o Senhor diz ” (7)E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus. (8) Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai…” e é por isso que os pastores não devem receber salários. E é por isso que sacolinhas não devem ser passadas durante e depois do culto. Isso não sou eu que estou falando, está escrito. Esse é um dos motivos que eu sinto tanta dificuldade de encontrar igrejas. Servir ao Senhor não é pesado. Servir ao Senhor é simples! Você só precisa entender que Jesus te ama e é o seu Salvador. É entendendo isso que eu sou feliz na minha igreja e quero que todos vocês a conheçam.
Não vou colocar o nome da igreja que frequento aqui, porque isso só serviria para criar discussões nos fóruns da internet e permitir que as pessoas apontassem o dedo (até mesmo pessoas da minha própria igreja) para mim e para a minha família. Se você quiser conhecer a minha igreja e ver de perto tudo o que eu disse, é só entrar em contato por e-mail que a gente pode marcar de ir juntos qualquer dia desses. Meu intuito não foi ofender ninguém com esse post. Não discrimino as suas religiões e nem digo que você não vai ser salvo porque o pastor da sua igreja recebe um salário. Salvação é individual!  Não vou entrar em discussões com ninguém sobre esse post, porque aqui já está exposto para todos tudo o que eu sinto. Não tenho mais nada a acrescentar. Se você quiser com “malicia” tentar me atacar para poder expressar a sua opinião, crie um blog, pague um domínio e lá no seu blog (pessoal) fale sobre isso. Se você é da minha religião e está pensando em me “puxar de canto” pessoalmente, eu só vou mandar você ler esse último parágrafo. Porque se você chegou até aqui, creio que deu para entender tudo o que eu disse. Fui claro em dizer que essa é uma opinião pessoal, e você pode não concordar com ela, mas precisa aceitá-la. Para as pessoas que me mandam mensagens pelo facebook e e-mail tentando me convencer a mudar de igreja, só digo que estou muito feliz onde estou. Seja feliz também. Espero não ter perdido nenhum amigo com esse post. Porque isso foi um raio-x de tudo o que estou passando. Espero que vocês sejam compreensíveis em me entender, sem me julgar. Só estou sendo franco.
Até.
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Gabriel's Journal © 2014