terça-feira, 12 de novembro de 2013

Muuuh!

terça-feira, 12 de novembro de 2013
 Hoje acordei cedinho e fui acompanhar o meu pai na compra de carnes no frigorífico. Nunca tinha pisado em um frigorifico antes e não sabia o que esperar. No fim das contas estava mais interessado em fazer companhia ao meu pai que geralmente vai sozinho. Minha idéia era ficar ouvindo músicas no carro até ele terminar de comprar as carnes. De última hora resolvi tirar umas fotos das vaquinhas.
Funciona assim… Nós chegamos de carro e passamos por esse local onde as vacas ficam divididas. O cheiro de urina é terrível. Trabalhadores ficam sobre essa estrutura de ferro com mangueiras molhando as vacas. Meu pai me explicou que um dos objetivos de molhar as vacas é para poder dar choques elétricos para elas não atrasarem o processo. Depois subimos em uma balança com o carro para pesar o carro antes de colocar as carnes dentro dele.

Até esse momento estava tudo ok, mas descobri que para ir no escritório de compra eu teria que passar por dentro de todo o frigorífico começando pelas vacas vivas. As vacas fogem de você e se aglomeram todas pelos cantos. Parece que elas sentem que algo ruim vai acontecer, sem contar o cheiro de sangue que é forte. Você consegue ver nos olhos delas o medo e a tristeza. Não, não estou sendo dramático e nem poetizando a situação. Pensei em andar pela estrutura que fica sobre elas para poder tirar mais fotos mas fiquei muito mal e triste na hora. De um lado eu via as vacas em grupos grandes sendo molhadas e do outro um grupo menor separado para a morte.


Logo depois de passar pelas vacas vivas temos que passar ao lado do lugar onde tudo acontece. Os sons são horríveis. Você consegue ver através das janelas que ficam mais altas os ganchos das maquinas que penduram as vacas mortas. Neste momento eu já estava super enjoado, mas para chegar no escritório eu teria que passar no meio de 150 trabalhadores que estavam tomando café no pátio. Todos de branco e alguns com sangue nos uniformes. Foi muito difícil me fazer de durão e agir como se tudo aquilo fosse normal para mim. Mas vesti uma máscara e fui andando no meio deles tentando não olhar para as facas, e o mais importante, não vomitar. (Risos)

Chegando no escritório temos que entrar em uma fila para comprar as carnes, por sorte (na verdade é porque chegamos uma hora e meia antes de abrirem o escritório) fomos os primeiros, aos poucos vários amigos do meu pai foram chegando. 

Depois de pagarmos pela carne, fomos de carro até o final do frigorífico, mas antes tivemos que passar por todas as vacas novamente. Ficamos no carro esperando a vaca ser morta e a carne ser ensacolada para a entrega. Neste local onde esperamos o cheiro era tremendamente nojento. Imagine eu, desse tamanho todo tendo que colocar o dedo entre a boca e o nariz para não vomitar na frente de todas aquelas pessoas. Muito medo de passar vergonha na frente do meu pai (risos).

Enquanto esperávamos trabalhadores passavam com vários carrinhos de mão na frente do carro, meu pai disse que aquilo era o couro da vaca. É assustador! Você consegue ver o calor saindo do couro. O mal cheiro é muito forte.

Depois com a carne dentro do carro passamos na balança novamente e fomos para a saída onde um caminhão de DOIS ANDARES cheio de vacas descarregava. Meu pai ficava rindo e olhando para a minha cara vendo eu comprimir minhas reações. 

Agora olhe para essa foto que fiz na volta para casa e me pergunte se vou colocar um pedaço de carne na minha boca pelo resto da minha vida?!

Claro! Afinal, amo hambúrguer.

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