segunda-feira, 2 de junho de 2014

Coraline.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

 Aproveitando o restante de bateria do meu Kobo resolvi ler Coraline do Neil Gaiman. A animação está entre minhas favoritas simplesmente por eu ser um fã de stop-motion. Ok, a animação tem seu lado sombrio mas como é feita com tantos detalhes bonitos você esquece desse ponto da historia. O livro é bem diferente. É o tipo de livro infantil (infantil?) que vou deixar longe dos meus futuros filhos. Risos. A historia é rica em detalhes e tem uma pegada mais forte. Mas entre o livro e a animação eu fico com a animação. Os vizinhos são personagens muito mais ricos na animação. O livro tem poucas páginas e foi preciso criar mais situações no filme. 
Mandando o papo reto... Enquanto o livro é um livro de terror para adolescentes a animação é um suspense para todas as idades. Mas não digo que é um livro ruim, o meu problema foi em criar uma nova Coraline já que a da animação estava muito forte na minha cabeça.
Três estrelas para o livro contra cinco estrelas para a animação.

Parte favorita do livro
" Por algum momento sentiu-se totalmente deslocada. Não sabia onde se encontrava, nem estava totalmente certa de quem era. É surpreendente o quanto do que somos depende da cama onde acordamos pela manhã, e é surpreendente o quanto isso é frágil."

Resenha do Skoob
Primeiro livro de Neil Gaiman escrito especialmente para o público juvenil, Coraline é um conto de fadas às avessas que reconhece a subestimada e, por vezes esquecida, maturidade da maioria dos jovens leitores. Nele, Gaiman encara pela primeira vez o desafio de escrever fantasias assustadoras para as crianças e vai além dos tradicionais dragões, príncipes encantados, frágeis princesas ou gigantes padronizados que habitam esse universo, criando uma personagem com a qual as crianças podem facilmente se identificar. Publicado pela Rocco em 2003, o livro, que chega ao cinema pelas mãos de Henry Selick (O estranho mundo de Jack), tem ilustrações de Dave McKean, parceiro de longa data de Gaiman. A história ganhou ainda uma versão em graphic novel, ilustrada por P. Craig Russel, que a Rocco traz para o Brasil até o fim de 2009.

Cultuado escritor de histórias em quadrinhos para adultos, Neil Gaiman influenciou o mercado editorial a seguir um caminho sofisticado para atrair cada vez mais público. Sandman, graphic novel campeã internacional de vendas, por exemplo, cujo protagonista homônimo é o mais venerado personagem dessa seara, recebeu inclusive o World Fantasy Award, prêmio até então inédito para o gênero.

A história de Coraline é de provocar calafrios. A narrativa dá muitas voltas e percorre longas distâncias, criando um ‘outro’ mundo onde todos os aspectos de vida são pervertidos e desvirtuados para o macabro. Ao mesmo tempo sutil e cruel, o autor gosta de desafiar as imagens simples dos livros infantis tradicionais. As crianças vão se deliciar com o frio que correrá em suas espinhas durante a leitura e ficarão até agradecidas por existir um escritor que finalmente se recusa a tratar com condescendência uma plateia ávida por empolgantes contos de terror.

No livro, a jovem Coraline acaba de se mudar para um apartamento num prédio antigo. Seus vizinhos são velhinhos excêntricos e amáveis que não conseguem dizer seu nome do jeito certo, mas encorajam sua curiosidade e seu instinto de exploração. Em uma tarde chuvosa, a menina consegue abrir uma porta que sempre estivera trancada na sala de visitas de casa e descobre um caminho para um misterioso apartamento ‘vazio’ no quarto andar do prédio. Para sua surpresa, o apartamento não tem nada de desabitado, e ela fica cara a cara com duas criaturas que afirmam ser seus “outros” pais. Na verdade, aquele parece ser um “outro” mundo mágico atrás da porta. Lá, há brinquedos incríveis e vizinhos que nunca falam seu nome errado. Porém a menina logo percebe que aquele mundo é tão mortal quanto encantador e que terá de usar toda a sua inteligência para derrotar seus adversários.

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