domingo, 10 de agosto de 2014

Convergente.

domingo, 10 de agosto de 2014

Estou muito satisfeito com essa trilogia. Acho que no geral a historia não teve muita enrolação e conseguiu ser um bom entretenimento. É claro que "Insurgente" teve momentos chatos, mas eu tenho que entender que não pertenço a faixa etária do livro. É necessário o romance mesmo que as vezes seja abordado de uma forma tão boba. 

Foi muito bom ver o amadurecimento dos personagens, mesmo que Tobias não tenha acompanhado. A relação de Tris com o irmão e a maneira que ela tomava a liderança dos seus sentimentos. 

Senti falta de uma visão do que acontecia no experimento enquanto acompanhávamos o que acontecia com Tris e os outros no departamento. Mas o lado positivo é que intercalar a narração dos  capítulos entre Tobias e Tris funcionou da melhor forma possível. 

O final de Insurgente abriu um novo mundo na historia. Eu adoro quando essas viradas acontecem. Foi a mesma sensação que senti quando terminei a primeira temporada de Alias (que continua sendo uma das minhas series de tv favorita). As explicações de convergente nos convence de que tudo aquilo é possível e isso torna o livro mais acessível. Podemos facilmente fazer paralelos com o nosso mundo se pensarmos em "genes" como raças e religiões.

O final poderia ser melhor. Senti que o problema criado no livro era muito complicado para ser resolvido em uma página. Tudo aquilo se resolveu em apenas uma conversa?! Não faz muito sentido. É claro que a autora não poderia ficar alongando o livro por mais muito tempo, mas acho que merecíamos mais algumas páginas ou uma solução melhor. Esse é o problema das distopias, fica sempre faltando algo no final.

Com spoiler

Infelizmente eu já tinha lido o spoiler da morte da Tris quando estava lendo Insurgente. Peguei o spoiler da forma mais idiota possível. Fui jogar o nome "Tris" no google para conseguir uma foto e a ferramenta que completa as pesquisas me sugeriu "Tris morre no final". Sempre vou guardar uma certa magoa do google por ter atrapalhado a minha experiência. Mas achei explicável a morte dela. A morte a tornou um personagem mais interessante... uma heroína. Estou doido para ver no cinema a cena onde Tobias espalha as cinzas de Tris pelo ar. 
O meu único descontentamento ficou com a resolução do problema mesmo. Achei mal explicado. Faltou uma solução maior. Eu entendi que eles ganharam autonomia na própria cidade e o experimento ficou livre da busca pela pureza... mas e o resto do país/mundo? O problema continua? Será que no futuro a autora vai criar uma continuação? Não achei justo terminar tão simples assim.
Sem contar que é inacreditável que o governo superior ao departamento aceitou de forma pacífica que o experimento ganhasse vida própria. Não faz o menor sentido. Onde está esse "governo"? Como ele funciona? Ficou tudo muito pendente. O final me deixou insatisfeito em alguns pontos, mas reconheço que foi o único final possível. Porque se não a historia se arrastaria por mais 6 livros. Muito obrigado, Veronica Roth, por saber a hora certa de parar.

Sinopse do skoob
A sociedade baseada em facções, na qual Tris Prior acreditara um dia, desmoronou – destruída pela violência e por disputas de poder, marcada pela perda e pela traição. No poderoso desfecho da trilogia Divergente, de Veronica Roth, a jovem será posta diante de novos desafios e mais uma vez obrigada a fazer escolhas que exigem coragem, fidelidade, sacrifício e amor. Livro mais vendido pela Amazon no segmento infantojuvenil em 2013, Convergente chega ao Brasil em meio à expectativa pela estreia de Divergente nos cinemas, em abril. A série segue no topo na lista de bestsellers do The New York Times.

Leia também o post sobre Insurgente • Não existe nenhum post sobre Divergente porque na época não registrava no blog o que andava lendo, mas me lembro que gostei, porém achei a Tris meio chata. hahaha

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