quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Luzes.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Eu nunca fui muito fã do Charlie Chaplin. Para falar a verdade até então eu só tinha assistido Os Tempos Modernos na faculdade. Tinha adorado o filme na época mas acabei caindo na preguiça de assistir mais filmes dele. Foi então que assistindo BBB (e tem gente que fala que não é cultura) através da indicação do Adrilles resolvi assistir um filme do Chaplin. Eu gostei tanto da sinopse dele que comecei a pesquisar para descobrir qual filme era aquele. Encontrei e assisti Luzes da Ribalta. Achei o filme incrivelmente rico porém o final era diferente do filme que o Adrilles tinha indicado. Descobri que tinha assistido o filme errado. O que ele tinha indicado tinha o nome parecido. Se chamava Luzes da Cidade.

Os dois filmes são muito similares apesar de usarem linguagens diferentes. Enquanto o Luzes da Cidade é mudo o Luzes da Ribalta tem falas. Diferente do Luzes da Cidade no Luzes da Ribalta Charles Chaplin não está com sua aparência característica. É um outro personagem em um outro universo.

As similaridades começam quando os dois personagens interpretados por Chaplin ajudam pessoas que tentavam o suicídio.  Nos dois filmes ele faz de tudo para ajudar as personagens femininas do filme a serem felizes. Os dois te deixam um pouco triste porém com aquele sentimento de satisfação por ter aprendido um pouco mais sobre o ser humano.

Criei pôsteres sobre a minha visão do filme nos dois casos. Os pôsteres originais são maravilhosos e ilustrados. Não vi muito sentido em reproduzir a ilustração original. Para falar a verdade eu não gostei 100% do resultado dos pôsteres criados por mim. Mas como o objetivo dessa categoria do blog é desenvolver traços novos, vou encarar tudo como aprendizado.

Luzes da Ribalta Luzes da Ribalta • Filme

Londres, 1914. Calvero (Charles Chaplin) é um velho comediante, que no passado fizera sucesso no vaudeville e music hall. Calvero foi esquecido e isto o deixou muito próximo de se tornar alcoólatra. Porém tudo muda quando, numa tarde, ao voltar para pensão onde vive, sente um estranho cheiro e constata que é gás, vindo de um dos quartos. Ele arromba a porta e acha inconsciente uma jovem, Thereza Ambrose (Claire Bloom). Calvero chama um médico e ambos a carregam para o seu apartamento, que fica dois andares acima. Quando ela desperta, Calvero lhe pergunta por qual razão quis cometer suicídio. Theresa lhe explica que sempre sonhou ser uma grande bailarina, mas agora suas pernas estão paralisadas. Calvero promete fazer tudo para ajudá-la, mas o que ele não imagina é que, em pouco tempo, Theresa fará tudo para ajudá-lo.

•••
O que mais me chamou atenção no filme foi a humildade do personagem em aceitar que o seu tempo tinha passado. Eu sei que o discurso de que nunca devemos desistir é muito bonito no papel mas as vezes temos que perceber que precisamos nos reinventar para as coisas darem certo. Mudar de ideia sobre um amor ou uma profissão não é errado. Errado é insistir no erro. O filme termina em um momento glorioso. O personagem chega ao seu objetivo e se entrega porque sua missão já foi cumprida. Achei o filme incrível e gostei muito mais dele do que do outro.
Luzes da Cidade Luzes da Cidade • Filme

A paixão de um vagabundo por uma pobre florista cega, que acredita que ele é um milionário, o motiva a tentar conseguir o dinheiro necessário da cirurgia para restaurar sua visão.
•••
Esse filme é mais leve e por isso mais alegre. A maneira como o personagem se dedica a ajudar a florista é linda. O filme é divertido. Acredito que o personagem do filme seja gay. Em algumas nuances percebi um relacionamento afetivo entre ele e o milionário. Principalmente na cena onde os dois amanhecem na mesma cama após uma festa. O personagem milionário quando sóbrio sempre está com vergonha do Chaplin. Pode ser coisa da minha cabeça porém temos que levar em conta que na época que o filme foi feito o cinema não era tão liberal e as pessoas eram mais preconceituosas. De qualquer forma esse não é o tema principal do filme. E como Adrilles disse o final é muito tocante. É um filme que vale a pena ser assistido. Mas se você estiver em dúvida em qual dos dois assistir, indico o Luzes da Ribalta por ser mais rico.

obs: Se alguém tiver mais algum filme no estilo do Luzes da Ribalta do Chaplin para me indicar... Aceito sugestões.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Gabriel's Journal © 2014