quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Os filmes que andei assistindo.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Começando mais uma categoria no blog hoje. Nesse ano pretendo explorar mais o meu lado ilustrador. Ano passado foi um ano em que minha cabeça estava focada somente em emagrecer. Isso pode parecer bobeira mas tomou muito da minha criatividade. Estava tão focado em emagrecer que não conseguia libertar minha mente para ilustrar. Ilustrar não é tão fácil como as pessoas pensam. Não é sentar e rabiscar. Tudo o que você está vivendo se reflete no "papel" e seu humor interfere diretamente no traço.

Esse ano estou embarcando em novos projetos para poder explorar meu traço e evoluir. O segredo de ser um ilustrador é nunca parar de desenhar. É como tocar piano, quanto mais você pratica mais você se torna bom naquilo.

Dessa vez não vou ficar preso em um único "traço" como estou fazendo no projeto do 52 semanas. Também não vou me impor a desenhar para esse novo projeto todas as semanas (mas inevitavelmente vou desenhar). A ideia é dividir com as pessoas que me seguem os filmes que assisti. Ando assistindo muitos filmes ultimamente. Preciso limpar meu HD externo que está lotado e aproveitar o super HD que o Netflix tem na tv da sala.

Basicamente vou ilustrar os pôsteres dos filmes que mais me identifiquei ou me tocou de alguma forma. O traço e as cores ficam livres e não necessariamente precisam seguir a linha da fotografia do filme mas sim o que eu senti assistindo. Para começar com pé direito escolhi 3 filmes que assisti nos últimos dias.  

Whiplash 
Whiplash • Trailer

O solitário Andrew (Miles Teller) é um jovem baterista que sonha em ser o melhor de sua geração e marcar seu nome na música americana como fez Buddy Rich, seu maior ídolo na bateria. Após chamar a atenção do reverenciado e impiedoso mestre do jazz Terence Fletcher (J. K. Simmons), Andrew entra para a orquestra principal do conservatório de Shaffer, a melhor escola de música dos Estados Unidos. Entretanto, a convivência com o abusivo maestro fará Andrew transformar seu sonho em obsessão, fazendo de tudo para chegar a um novo nível como músico, mesmo que isso coloque em risco seus relacionamentos com sua namorada e sua saúde física e mental.

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Me identifiquei muito com o filme porque assim como o protagonistas sempre tive esse relacionamento abusivo na maioria dos meus empregos. Geralmente quero tanto ser bom no que eu faço que abaixo a cabeça para todos e tudo. Isso acaba tendo suas consequências e nem sempre elas são boas. Sempre testo todos os meus limites quando estou envolvido em algum tipo de trabalho e não foi diferente na música. A música para mim sempre foi um escape porque amo tocar piano. Mas quando tudo se tornou muito profissional e começaram a me cobrar muito eu desisti. Porque afinal meu objetivo era só me divertir e ter momentos bonitos, não ser um "pianista". A identificação com o filme foi completa.

St. Vincent


St. Vincent • Trailer 

Maggie (Melissa McCarthy) acaba de se divorciar. Ela e o filho de 12 anos -fragilizado pela separação dos pais – se mudam. Um vizinho, St. Vincent De Van Nuys (Bill Murray), se aproxima deles e se oferece para cuidar do menino. Depois de hesitar, Maggie aceita, pois é enfermeira e faz plantões de madrugada.Uma grande amizade nasce entre o menino e o veterano de guerra, Vincent. Apesar de ele não ser a pessoa mais indicada para cuidar de uma criança, essa amizade faz muito bem ao menino.

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Preciso confessar que como na maioria dos filmes eu assisti esse só porque sabia que um ator que eu gostava estava nele. Amo o Bill Murray e quando vi que ele estava nesse filme não pensei duas vezes. O que me surpreendeu foi ver que a Melissa McCarthy também estava no elenco. Não é o papel mais engraçado dela, mas é um bom papel e mostra versatilidade. Me identifiquei com o filme porque na escola eu era como o protagonista. Muito educado e sem nenhum amigo por causa disso. Não me envolvia em brigas e era ruim na educação física.


Laggies • Trailer

Quando uma jovem mulher irresponsável e imatura (Keira Knightley) recebe um pedido de casamento de seu namorado, ela entra em crise. A primeira ideia é fingir que precisa fazer um retiro em busca de auto conhecimento profissional, mas de fato ela se esconde na casa da sua nova melhor amiga, a adolescente Annika (Chloe Grace Moretz).

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Comecei a assistir esse filme só por causa da Keira. Convenhamos que todos nós amamos comédias românticas. Me identifiquei nos 10 primeiros minutos porque assim como ela eu estou "meio sem rumo" na minha vida e estou velho demais para tentar começar a colocar um rumo nela. Adoro filmes sobre pessoas entediadas e é por isso que amo todos os da Sofia Coppola. Porque as vezes por medo de decepções eu me perco dentro de mim mesmo. Acredito que a personagem dela representa a minha geração. Não é um grande filme na história do cinema mas vale a pena se você quiser assistir um filme no estilo "sessão da tarde".

Esse post ficou incrivelmente grande, não vou negar. Mas não me preocupo muito porque escrevo esse blog mais para mim do que para os outros. Afinal, esse é meio que o objetivo de blogs pessoais. Risos. Com o passar do tempo eu sempre volto no arquivo para ver "no que estava pensando" na época. E mal posso esperar para no ano que vem assistir todos esses filmes novamente e ver se minha opinião continua a mesma. Talvez no futuro até resolva desenhar os pôsteres com um novo traço. Isso será interessante.


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