quarta-feira, 1 de abril de 2015

Andarilhos.

quarta-feira, 1 de abril de 2015
Já posso riscar dois filmes da minha lista. Wild e Into The Wild. Preciso confessar que a muito tempo queria assistir Into The Wild. Já li vários blogs falando dele e sempre ouvi a trilha sonora. Na verdade demorei esse tempo todo para assistir porque estava tentando esquecer o spoiler que peguei sobre o final do filme anos atrás. Foi impossível esquecer. Mas saber o final do filme não atrapalhou minha experiência. Os dois filmes mostram personagens fortes que precisavam de um tempo sozinhos com eles mesmos para acharem respostas. Minha identificação com os dois filmes foi total. Porque apesar de vocês sempre verem um sorriso no meu rosto e desenhos coloridos, preciso confessar que também  existe tristezas dentro de mim. Como só a tristeza dos poetas é bonita a minha eu escondo só para mim e para o meu diário.

Eu já pensei em largar tudo e sair com uma mochila nas costas várias vezes na minha vida. Infelizmente (ou não) a minha insegurança é maior que a minha depressão. Não é fácil me explicar inteiro em um único post. Seria preciso livros e livros para eu poder me abrir completamente com quem lê o meu blog. Mas o que mais importa é que com o tempo eu aprendi a lidar comigo mesmo e a me conhecer. Consegui caminhar de mãos dadas com a minha solidão e fazer dela minha amiga. 

Minha vida é como o Samba da Benção de Vinicius de Moraes:

É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração

Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não


Wild
WildTrailer

Depois de anos de comportamento inconsequente, o vício em heroína e a destruição de seu casamento, Strayed (Reese Witherspoon) decide mudar. Assombrada pela lembrança de sua mãe e sem nenhuma experiência, ela sai para trilhar os milhares de quilômetros do Pacific Crest Trail totalmente sozinha.
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Achei muito interessante a forma que a historia é contada. Porque em filmes desse tipo o protagonista nunca tem defeitos. Strayed assume os seus erros e usa a estrada para se consertar e procurar um novo começo. Sem planos e dinheiro o único objetivo dela é chegar ao fim da trilha. Acho que em algum momento da vida todos nós temos que ter esse tipo de pensamento. Apostar em um projeto ou em relacionamento e se entregar. Mesmo sem saber qual será o futuro daquilo. Porque as experiências acontecem durante o caminho. Faz bem para o amadurecimento.


Into The Wild Flickr Into The WildTrailer • Trilha 

Início da década de 90. Christopher McCandless (Emile Hirsch) é um jovem recém-formado, que decide viajar sem rumo pelos Estados Unidos em busca da liberdade. Durante sua jornada pela Dakota do Sul, Arizona e Califórnia ele conhece pessoas que mudam sua vida, assim como sua presença também modifica as delas. Até que, após 2 anos na estrada, Christopher decide fazer a maior das viagens e partir rumo ao Alasca.

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Amigos, esse filme mexeu tanto comigo! Só em pensar nele agora enquanto escrevo meu olho lacrimeja. É um filme tão completo, bonito e triste. Me vi em vários aspectos do personagem. A tentativa de viver em paz consigo mesmo depois de ter se decepcionado com outras pessoas. Desaparecer e se tornar sua melhor companhia. Participar da vida das pessoas mesmo tendo só você como amigo. Estar sozinho e em paz. Não ser submisso a nada. Religião, pessoas e governo. Ser dono de si mesmo. Sem dúvidas o filme está entre os meus 3 filmes favoritos. Queria ter a mesma coragem do personagem de desaparecer. O final do filme é muito triste, mas a dor maior vem quando eles mostram a foto do verdadeiro Christopher McCandless. Tudo aquilo (ok, eu sei que é uma adaptação) foi real. Todas as alegrias e dores. Christopher viveu. Espero ter um pouco dele dentro de mim. E nunca me arrepender das minhas atitudes.

Se for para escolher um dos dois, assista o segundo. Mas vale assistir os dois. Indico.

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